Todo autor cria personagens, mas alguns personagens também ajudam a criar o autor diante do público. No caso de Lucinei M. Campos, o Mago Branco se tornou uma forma de apresentar a fantasia antes mesmo da primeira página.
A persona literária não substitui o professor, o escritor carioca ou o homem formado pela Maré. Ela soma uma camada de encantamento e faz o leitor entender que está entrando em uma conversa sobre imaginação.
Fantasia com chão
A força da Série Lavínia está no encontro entre magia e realidade. Há fadas, segredos e acontecimentos improváveis, mas também há escola, família, medo, solidão e amizade.
Essa mistura cria identificação. O leitor percebe que a fantasia não está distante da vida. Ela apenas muda a luz para que a gente enxergue melhor.
O Mago Branco aponta para o fantástico, mas a história continua interessada nas pessoas.
O autor em presença
Em palestras e visitas escolares, essa presença ajuda a quebrar a distância entre livro e leitor. O estudante descobre que literatura não nasce pronta, distante ou inacessível. Ela é construída por alguém que observa, pesquisa, erra, reescreve e insiste.
Quando o autor conta esse processo, o livro deixa de ser obrigação e passa a ser possibilidade.
